AgileDay 2013: CbE estava em peso

agileday2013Em dezembro, para fechamento do ano, o CbE participou em peso do AgileDay 2013, que aconteceu dia 11, no UniRitter.

O evento contou com palestras de gaúchos em eventos nacionais, como AgileBrazil e AgileTrends.

Nós participamos com várias palestras, ministradas pelo Guilherme Elias, Daniel Wildt, Rafael Helm, Maurício Andreazza e Guilherme Lacerda.

Além das palestras, promovemos também um fishbowl para discutir qualidade de código, testes, refatoração e tudo mais que é relevante para se entregar software de valor, que possa ser mantido e evoluído de forma mais natural.

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4a. do Conhecimento: Palestra na PROCERGS

DivulgaçãoNo dia 27 de novembro, fui convidado pela galera da PROCERGS, para ministrar uma palestra em um evento interno que eles tem, que é muito legal: a 4a do Conhecimento. Detalhe: esta bela iniciativa, que deve ser incentivada em outras empresas, está comemorando 10 anos! Parabéns PROCERGS, pelo exemplo!

Neste dia, escolhi falar um pouco sobre retrospectiva, o que considero e embaso muito o meu trabalho de coaching como uma ferramenta essencial de transformação, de formação de equipes. Este foi o ponto principal do nosso bate-papo, que durou mais de 2 horas! Foi legal, porque a companhia, já há um tempo, está passando por esta transição, formando e preparando times para trabalhar com agilidade.

DSC09010Parabéns a todos pelo excelente trabalho de disseminação de Métodos Ágeis (Suzana, Jamile, Dionatan, Marcelo, Petrillo!, entre outros tantos). Eu sei que não é fácil :)

Agradeço o convite do Dionatan e parabenizo o excelente trabalho do Jaime  e do Cleon Espinoza, sobre Gestão do Conhecimento.

Abaixo, está disponível a apresentação realizada.

Continuous Delivery – Em Busca da Entrega Perfeita!

No dia 2/Out, tivemos o privilégio de estar realizando acima de tudo uma grande troca de experiência com o pessoal da PROCERGS, onde desta vez o Maurício e eu representamos o CbE falando um pouco sobre experiências e boas práticas na entrega de software em produção.

No bate papo que intitulamos de “Continuous Delivery – Em busca da entrega perfeita“, buscamos levar um pouco da experiência adquirida em alguns projetos bem como procuramos levar algumas dicas de ferramentas e boas práticas que de forma direta ou indireta influenciam na entrega de software com alto nível de valor a nossos clientes.

E como de costume, também não faltou descontração, traçando assim alguns paralelos com o nosso dia-a-dia no desenvolvimento de software ;-)

Seguem os slides da apresentação:

Valeu CBSoft 2013!

Está acontecendo, de 29 de setembro a 04 de outubro, a 4a edição do CBSoft 2013, Conferência Brasileira de Software: Teoria e Prática, em Brasília.

O evento, que conta com vários cursos, workshops, tutoriais e simpósios em paralelo é o grande evento de Engenharia de Software no Brasil. Neste ano, eu e o Daniel representamos o CbE, ministrando um tutorial que leva o nome do nosso blog. Neste tutorial, discutimos a postura de um desenvolvedor profissional e o que é necessário para chegar lá, em termos de aprendizado.

No tutorial, é proposto um exercício prático de programação, onde o objetivo é treinar refatoração, baby steps, TDD e conhecer algumas ferramentas que fazem a diferença, como PMD, Checkstyle, Findbugs, JaCoCo, JUnit, Jenkins e Sonar.

Abaixo, colocamos uma foto para registrar o final do tutorial. Nosso muito obrigado a todos os participantes e a organização, em especial ao Prof. Ségio Soares, da UFPE.

Participantes do Coding By Example

Ah… e como prometido, disponibilizamos os slides no slideshare (apresentação e exercício proposto) e o código no github. Bom treino a todos!! :)

Database Refactoring

Contextualização

Refatoração de código (Code Refactoring) é uma disciplina/processo que consiste em melhorar a estrutura interna de um software sem modificar seu comportamento externo, e uma Refatoração de Banco de Dados (Database Refactoring) parte do mesmo princípio, porém além de manter o comportamento externo também deve manter a semântica da informação que ele mantém/armazena, e por esse motivo é considerada mais difícil.

Um outro conceito que posso destacar a respeito de Database Refactoring é:
“Mudança disciplinada na estrutura de uma base de dados que não altera sua semântica, porém melhora seu projeto e minimiza a introdução de dados inconsistentes”
O ponto interessante deste último é o texto “minimiza a introdução de dados inconsistentes“, pois esse é o grande objetivo de realizarmos um refactoring na estrutura de um banco de dados, ou seja, melhorar o desing atual para melhorar a consistência dos dados e também a qualidade dos novos dados que serão adicionados ao seu banco de dados.

E esta tarefa não é das mais simples, pois existe um fator preponderante no que diz respeito a dificuldade de execução deste tipo de refactoring, que é o acoplamento.

Acoplamento

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Figura 1. Baixo Acoplamento

É a medida de dependência entre dois elementos. Quanto mais acoplados dois elementos estiverem, maior a chance que a mudança em um implique na mudança em outro.

Simples assim, quanto mais o seu banco de dados estiver acoplado, ou seja, dependente de diversas aplicações externas, mais difícil será a aplicação de um refactoring.

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Figura 2. Alto Acoplamento

A figura 1 demonstra um cenário “Single-Database Application” que é bem simplificado, onde a aplicação de um refactoring será mais tranquilo. 

Com certeza o cenário da Figura 2, o “Multi-Database Application” é o pior caso, pois exige muito cuidado e planejamento para execução do refactoring, então veremos a seguir uma sugestão de processo para execução.

Processo de refatoração

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Figura 3. Processo de Database Refactoring

Um processo é um conjunto organizado de atividades com um objetivo em comum. Executar um database refactoring em um cenário “Single-Database Application” ou “Multi-Application Database” requer um processo, por mais simples que seja. A grande diferença na execução em ambos cenários é que no caso do “Multi-Application Database” o período de transição (mais abaixo falaremos) geralmente será mais longo.

É bom sempre ter em mente que um database refactoring, como já vimos, não é uma atividade simples então caso seja identificada a real necessidade de refatorar um banco de dados então podemos usar o seguinte roteiro (processo) para se guiar:

  • Escolher o refactoring mais apropriado;
  • Depreciar o esquema original;
  • Testar antes, durante e após;
  • Modificar esquema;
  • Migrar os dados;
  • Modificar código externo;
  • Executar testes de regressão;
  • Versionar seu trabalho;
  • Anunciar o refactoring.

Na Figura 4 é demonstrado um pequeno processo descrevendo um fluxo básico para aplicação de um refactoring.

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Figura 4. Regra Geral Processo Refatoração

Atente bem para o “Período de Transição”, que é a fase mais importante, principalmente para cenários “Multi-Database Application” (Figura 2), onde você precisa ter em mente que não conseguirá realizar o refactoring e fazer o deploy em produção de todas as aplicações ao mesmo tempo. A grande verdade é que muito provavelmente você nem consiga alterar todas as aplicações ao mesmo tempo, principalmente se você tiver dependência de terceiros, então você precisará suportar o esquema original e o esquema resultante ao mesmo tempo, para somente quando todas aplicações estiverem suportando apenas o esquema resultante, ou novo esquema, você poderá aposentar de vez o antigo esquema e assim finalizar este período.

Estratégias de Database Refactorings

Existem alguns pontos a considerar com estratégias para adoção de um database refactoring:

  • Pequenas mudanças são mais fáceis de aplicar;
  • Identifique unicamente cada refactoring;
  • Implemente uma grande mudança realizando várias pequenas mudanças;
  • Tenha uma tabela de configuração/versionamento do seu banco de dados;
  • Priorize triggers ao invés de views ou sincronizações em lote;
  • Escolha um período de transição suficiente para realizar as mudanças;
  • Simplifique sua estratégia de controle de versão de banco de dados;
  • Simplifique negociações com outros times;
  • Encapsule acesso ao banco de dados;
  • Habilite-se a montar facilmente um ambiente de banco de dados;
  • Não duplique SQL;
  • Coloque os ativos de banco de dados sobre controle de mudanças;
  • Seja cuidadoso com políticas.

Os items acima mostram apenas algumas sugestões, em forma de “lições aprendidas”, de algumas estratégias que você pode considerar quando tiver a necessidade de realizar um refactoring.

Para apoiar essas estratégias existe um catálogo que descrevem diversos tipos de refactorings em bancos de dados e exemplos de uso, que veremos a seguir.

Catálogo de Database Refactorings

Este catálogo é dividido em algumas categorias:

  • Structural: são mudanças na estrutura do banco de dados (tabelas, colunas, visões, etc).
  • Data Quality: são mudanças que melhoram a qualidade das informações contidas em um banco de dados.
  • Referential Integrity: são mudanças que asseguram que uma linha referenciada exista em outra relação e/ou assegura que uma linha que não é mais necessária seja removida apropriadamente.
  • Architectural: são mudanças que melhoram a maneira que programas externos interagem com a base de dados.
  • Method: são mudanças que melhoram a qualidade de uma Procedure um Função.
  • Transformations: mudanças que alteram a semântica do esquema do banco pela adição de novas funcionalidades.

No meu github é possível encontrar exemplos práticos de aplicação passo-a-passo de um refactoring em um modelo inicial, passando por um período de transição e chegando ao modelo final.

Considerações Finais

Devemos levar em consideração que apesar destas técnicas serem direcionadas para refatoração, ou seja, mudar estrutura sem mudar sua semântica, as mesmas podem e devem ser utilizadas para evolução da sua aplicação, ou seja, se você precisa construir uma nova feature em sua aplicação que está em produção, você poderá recorrer das práticas aqui apresentadas para evoluir seu esquema de forma mais consistente e segura.

Baseado no exposto podemos facilmente responder a pergunta “Por quê Refatorar?”:

  • aceitar mudança de escopo;
  • fornecer feedback rápido;
  • melhoria contínua;
  • aumentar simplicidade para facilitar entendimento;
  • tornar os modelos mais próximos do mundo real;
  • termos modelos simples para facilitar:
    • manutenção e
    • evolução da aplicação

E para refatorarmos precisamos ter conhecimento, disciplina, simplicidade, bom senso e persistência, sem contar no ponto fundamental que é organização.

Referências